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embriaguez_lunática

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Pura contradição#2

Eu pedi e tu vieste, e depois. Depois não sou capaz de reagir. Pedi-te um beijo e tu deste-me dois. Não eram bem esses (mas foram tão doces) imediatamente percorreste com a tua mão, o meu braço até alcançares a minha, e num gesto afectuoso aconchegaste-a, como quem queria ficar preso a mim. Loucura? Talvez. E eu reajo como se não tivesse qualquer importância teres vindo, quando o que mais queria era deixar a minha mão na tua, e olhar-te nos olhos e dizer-te vamos, vamos sair daqui. Vamos conversar só os dois num lugar longe de todos. Sinto-me parva, queria sentir-me diferente, mas sinto somente parva. Esta contradição lunática que me assusta, quero-te mas quando vens empurro-te para longe de mim, quero-te mas no entanto digo com as minhas atitudes que vás, quero-te mas tenho medo de o admitir mais uma vez em vão.

 

Quisera eu

Se ou menos soubesses que te espero, quisera eu que soubesses e quisesses vir. Talvez virássemos a nossa vida do avesso, mas poderia ocorrer o avesso ser o melhor de nós. Quisera ser livre de medos, quisera eu libertar-te dos teus. Sabes na vida tudo é questionável, só não compreendo como para uns fins somos destemidos para outros não. Quisera eu ter a certeza do meu querer. Quisera eu sentir, que sentes por mim aquilo que sinto por ti.

Pura contradição#1

Quando sussurraste ao meu ouvido todos os sonhos que tinhas, esqueceste-te que passaria a carrega-los comigo, ignoraste a leveza deste meu sentir. Quando eu te falei do meu mundo, não entendeste que te estava a doar o meu coração. Quando embalaste os meus sonhos não compreendeste que passarias a coabitar aqui. Talvez o erro tenha sido meu, pois permiti que invadisses um lugar intocável, que defendi com armaduras de ferro, mas não o suficiente para impedir que o transpusesses. E Hoje estou aqui, aguardar um sinal teu, que tarda em não aparecer. Contudo, sei que é o melhor para mim, e contra a minha vontade, desejo que não venhas.

 

Agora te digo

Estás ausente! Aliás, vens somente quando queres. Hoje anseio por te ver, mas do mesmo modo, não te procuro. Contradições, que poderão limitar a nossa existência. Confuso demais. Porem, alguém disse que seria descomplicado? Dar-te-ia mil razões para gostar de ti, mas nenhuma delas seria plausível para ti. Provavelmente nem a primeira das mil, me deixarias concluir, porque a duvida que trazes, não me iria permitir. Quando o medo é maior que qualquer outro sentimento, fica apenas o vazio do que poderíamos ter sido, do que poderíamos ter vivido a dois. Eu ate compreendo que tenhas dúvidas, pois também eu as carrego, diferentes das tuas, com certeza, mas da mesma natureza. Agora te digo: Porque não te sentas comigo e falas dos teus medos, eu falarei dos meus sem interrupções. E depois talvez possamos falar de nos dois.

Coragem!?

Falta coragem!?

Atrevimento ja eu tive, e de nada me serviu.Já tu. Vives na hesitação, não ousas sequer. Não percebes que o teu medo, paralisa-te, deixa-te inerte. Tens medo de sofrer? Tens medo de fazer sofrer?

Não compreendo...Pior que sofrer, é iludir, viver num...talvez amanhã

Antes de tudo, ja eramos diferentes, ja eramos impossiveis. Sabias isso e mesmo assim conquistaste-me, o que fizeste foi igual a alguem que mostra um doce a uma criaça e depois diz: "não, não! Vai fazer-te mal, não podes".