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embriaguez_lunática

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Estar e ser

Numa busca faminta do próprio ser, esquecemo-nos que a essência da vida, que por si só é viver. Estar e ser, se refletirmos na maioria, nem estamos, nem somos, apenas temos que estar e temos que ser. Eu acredito afincadamente que o homem infelizmente tem que ter limites (que no meu entender derivam dos medos). Sim, porque um Homem sem limites é um Homem destemido e capaz de tudo o que não me parece bom de todo, todavia para mim, existem limites saudaveis e muitos desnecessarios, muitas vezes a educação e a própria sociedade indeliberadamente nos incutem medos (desnecessarios). Seja por pensamentos morais, religiosos, artísticos ou pelo que for, cresces dentro de um padrão, e depois, e depois é difícil se quebrar essas laterais, que chamamos limites. Na minha opinião quem tem coragem de os transpor quando busca um sonho é de facto um herói, para com o próprio. E passa a apreciar a verdadeira essencia do que é estar e ser. Já aqueles que vivem dentro dos limites porque é sem dúvida o caminho mais fácil de percorrer, vão continuar a ter que estar e ter que ser.

Isto é um tema complexo, esta é meramente uma opinião, é um pensamento meu, as vezes dá-me para divagar e gosto de partilhar estas minhas ideias e perceber como é o ponto de vista de outros.

Pura contradição#2

Eu pedi e tu vieste, e depois. Depois não sou capaz de reagir. Pedi-te um beijo e tu deste-me dois. Não eram bem esses (mas foram tão doces) imediatamente percorreste com a tua mão, o meu braço até alcançares a minha, e num gesto afectuoso aconchegaste-a, como quem queria ficar preso a mim. Loucura? Talvez. E eu reajo como se não tivesse qualquer importância teres vindo, quando o que mais queria era deixar a minha mão na tua, e olhar-te nos olhos e dizer-te vamos, vamos sair daqui. Vamos conversar só os dois num lugar longe de todos. Sinto-me parva, queria sentir-me diferente, mas sinto somente parva. Esta contradição lunática que me assusta, quero-te mas quando vens empurro-te para longe de mim, quero-te mas no entanto digo com as minhas atitudes que vás, quero-te mas tenho medo de o admitir mais uma vez em vão.

 

Quisera eu

Se ou menos soubesses que te espero, quisera eu que soubesses e quisesses vir. Talvez virássemos a nossa vida do avesso, mas poderia ocorrer o avesso ser o melhor de nós. Quisera ser livre de medos, quisera eu libertar-te dos teus. Sabes na vida tudo é questionável, só não compreendo como para uns fins somos destemidos para outros não. Quisera eu ter a certeza do meu querer. Quisera eu sentir, que sentes por mim aquilo que sinto por ti.

se não é nada

Vem! Traz contigo a garra de me quereres, traz contigo a audácia de todo o universo. Levanta-te e diz-me ao ouvido tudo o que não és capaz de gritar. Para de ser correto e lembra-te que os loucos são mais felizes. Se é medo que sentes, coloca-o no bolso das tuas calças. Se é dúvida que tens, tira a prova dos nove, e logo saberás se o resultado está correto. Agora, se não é nada, vai e não olhes para trás. Liberta-me, não digas mais que sou especial, não me olhes dessa forma que me deixas nua, não me dês mais de beber desse teu amor desse teu carinho, pois embriagada já eu estou. Se não é nada, não venhas. Não deixes que o meu coração dispare, não deixes que ele tropece, para não se magoa em vão. Se não é nada, diz-me...pois assim eu posso ir ali e tentar ser feliz.

Agora te digo

Estás ausente! Aliás, vens somente quando queres. Hoje anseio por te ver, mas do mesmo modo, não te procuro. Contradições, que poderão limitar a nossa existência. Confuso demais. Porem, alguém disse que seria descomplicado? Dar-te-ia mil razões para gostar de ti, mas nenhuma delas seria plausível para ti. Provavelmente nem a primeira das mil, me deixarias concluir, porque a duvida que trazes, não me iria permitir. Quando o medo é maior que qualquer outro sentimento, fica apenas o vazio do que poderíamos ter sido, do que poderíamos ter vivido a dois. Eu ate compreendo que tenhas dúvidas, pois também eu as carrego, diferentes das tuas, com certeza, mas da mesma natureza. Agora te digo: Porque não te sentas comigo e falas dos teus medos, eu falarei dos meus sem interrupções. E depois talvez possamos falar de nos dois.